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ROAD TRIP EDITION

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4 ROAD TRIPS PARA FAZER PELO MENOS 1x NA VIDA
Existe uma diferença entre viajar de carro e fazer uma boa road trip. Na primeira, o carro é apenas transporte. Na segunda, a estrada entra no roteiro: você diminui a velocidade para olhar uma montanha, para diante de uma praia que não estava nos planos ou muda o caminho porque viu alguma coisa interessante pela janela.
E a Europa é especialmente boa nisso. Há estradas que atravessam montanhas, contornam costas inteiras e conectam pequenas cidades que dificilmente entrariam em um roteiro convencional. Selecionamos quatro regiões perfeitas para montar o próprio percurso.
ALPES JULIANOS, ESLOVÊNIA

Lago Bled
Não existe uma única estrada oficial chamada “road trip pelos Alpes Julianos”. E talvez seja justamente isso que torna a região interessante: você monta o percurso.
Os Alpes Julianos ocupam o noroeste da Eslovênia e concentram alguns dos cenários mais conhecidos do país: Bled, Bohinj, Kranjska Gora e o vale do rio Soča, além do Parque Nacional do Triglav.
Uma maneira especialmente bonita de cruzar a região é sair de Kranjska Gora em direção ao passo de Vršič, a 1.611 metros de altitude, e seguir para o vale do Soča. A estrada passa por pontos como o lago Jasna e a Capela Russa antes de atravessar a região montanhosa.
Depois, vale descer em direção ao Soča, conhecido pela água de tom verde-esmeralda, e continuar explorando a região do Parque Nacional do Triglav. O parque é o único parque nacional da Eslovênia e abriga o Triglav, montanha mais alta do país, com 2.864 metros.
Bled e Bohinj funcionam bem como extremos diferentes da mesma viagem. Bled tem o lago, a ilha e o castelo; Bohinj é mais silencioso e fica dentro do Parque Nacional do Triglav, ao redor do maior lago natural permanente da Eslovênia.
O melhor jeito de fazer: combinar Bled, Bohinj, Kranjska Gora e o vale do Soča, sem tentar conhecer tudo em um único dia. A região merece ser percorrida devagar.
🗺️ Para colocar no mapa: Bled → Bohinj → Kranjska Gora → Vršič → Soča Valley.
CAUSEWAY COASTAL ROUTE, IRLANDA DO NORTE

Causeway Coastal Route
Entre Belfast e Derry~Londonderry, a Causeway Coastal Route acompanha a costa norte da Irlanda do Norte. O percurso principal tem aproximadamente 190 km e reúne praias, falésias, portos, castelos e paisagens costeiras.
O interessante é que a rota consegue concentrar muita coisa em uma distância relativamente curta. Começando por Belfast, você pode seguir pelos Glens of Antrim até chegar a alguns dos lugares mais conhecidos da costa, como Carrickfergus Castle, Carrick-a-Rede Rope Bridge, Giant’s Causeway, Dunluce Castle e Mussenden Temple.

Giant’s Causeway
A Giant’s Causeway, patrimônio mundial da UNESCO, é o grande cartão-postal: são mais de 40 mil colunas de basalto formadas por atividade vulcânica há milhões de anos. Mas reduzir a rota a ela seria perder boa parte da graça.
Entre um ponto turístico e outro estão pequenas praias, portos e cidades costeiras. Ballintoy Harbour, por exemplo, ficou conhecido também por ter servido de cenário para Game of Thrones.
E o final em Derry~Londonderry faz sentido: a cidade é conhecida por suas muralhas históricas e funciona como um contraponto urbano à paisagem costeira do percurso.
O melhor jeito de fazer: quatro dias são suficientes para conhecer a rota sem transformá-la em uma corrida. O próprio turismo da Irlanda sugere um itinerário de seis dias, enquanto a Tourism Ireland também trabalha o percurso como uma viagem de aproximadamente quatro dias.
🗺️ Para colocar no mapa: Belfast → Carrickfergus → Glens of Antrim → Giant’s Causeway → Dunluce → Mussenden → Derry~Londonderry.
ENTRE FIORDES E MONTANHAS, NORUEGA

Não existe também uma única “rota dos fiordes” oficial. O país tem, na verdade, 18 Norwegian Scenic Routes, que juntas percorrem 2.240 quilômetros por estradas costeiras e montanhosas.
Para quem quer montar uma road trip por essa paisagem, dois trechos merecem atenção especial:
O primeiro é a Geiranger–Trollstigen, uma rota cênica de 104 quilômetros entre Åndalsnes e Geiranger. No caminho estão a famosa Trollstigen, com suas 11 curvas fechadas, a garganta de Gudbrandsjuvet e mirantes como Ørnesvingen e Flydalsjuvet, com vistas para o Geirangerfjord.
O segundo é a Aurlandsfjellet, conhecida como Snow Road. São 47 quilômetros entre Aurlandsvangen e Lærdalsøyri, subindo do nível do fiorde até uma paisagem de alta montanha marcada por neve, gelo e rocha. No caminho está o mirante de Stegastein, com vista para o Aurlandsfjord.
E aqui a velocidade realmente importa. As próprias autoridades recomendam reservar vários dias para explorar as Scenic Routes, mesmo quando um determinado trecho poderia ser percorrido em poucas horas. Algumas estradas são estreitas e sinuosas, e determinadas rotas fecham durante o inverno.
O melhor jeito de fazer: escolher duas ou três Scenic Routes e construir o roteiro ao redor delas, em vez de tentar “fazer a Noruega inteira”.
🗺️ Para colocar no mapa: Åndalsnes → Trollstigen → Geiranger e, em outro trecho da viagem, Aurland → Stegastein → Lærdal.
UM GIRO PELA SICÍLIA, ITÁLIA

Poucos lugares funcionam tão bem para uma road trip quanto a Sicília porque a paisagem muda radicalmente ao longo da ilha.
Um dos percursos sugeridos oficialmente começa em Trapani e segue pela costa oeste em direção a Marsala. É o território da Via del Sale, das salinas e da reserva de Stagnone, antes de continuar para Selinunte, Sciacca e Agrigento.
Em Agrigento, a Valle dei Templi coloca a arqueologia no meio do roteiro. Depois, a estrada pode seguir para Ragusa, Noto, Marzamemi, Scicli e Ispica, cidades que aparecem também nos itinerários oficiais de turismo da Sicília.
No leste, entram Siracusa, Ortigia, a reserva de Vendicari, Marzamemi e o Etna. A própria região destaca essa parte da ilha pelo contraste entre o vulcão, as cidades históricas e a costa do Mediterrâneo.
O resultado é uma viagem que muda de cenário constantemente: salinas, mar, ruínas gregas, cidades barrocas, pequenas vilas e um dos vulcões mais conhecidos da Europa.
O melhor jeito de fazer: não tentar transformar a ilha em uma coleção de check-ins. Escolha alguns pontos e deixe espaço para as cidades entre eles.
🗺️ Para colocar no mapa: Trapani → Marsala → Agrigento → Ragusa → Noto → Siracusa → Etna.
E talvez seja justamente essa a graça de uma road trip: o mapa mostra por onde passar, mas não precisa dizer tudo o que vai acontecer no caminho.
Na Eslovênia, em descobrir que depois de um lago perfeito existe um vale ainda mais bonito. Na Irlanda do Norte, em seguir o litoral sem saber qual será a próxima curva. Na Noruega, em perceber que uma estrada pode ser uma atração por si só. E, na Sicília, em deixar que a viagem seja guiada tanto pelo mapa quanto pela vontade de parar para comer.
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